sábado, 7 de junho de 2008

O que é uma operação compromissada?

Pessoal, algumas pessoas me questionaram sobre as operaçoes compromissadas que eu mencionei no post anterior. Muitos não sabiam o que era e alguns queriam mais informações. Pois aí estão as explicações abaixo:

A operação compromissada nada mais é do que uma aplicação com rentabilidade pré-definida, que pode ser pós ou pré-fixada. O Banco vende debêntures ao investidor, geralmente da empresa de leasing do grupo, e fica acordada uma data de recompra das mesmas pelo banco. Durante o período em que a debênture ficar com o investidor, o mesmo levará a rentabilidade pré-acordada.

Muitos bancos oferecem esse tipo de operação já em suas agências, outros apenas via tesouraria do Banco. Trata-se de uma operação conservadora, porém o risco de crédito deve ser sempre levado em conta. As taxas de retorno oferecidas, dependendo do momento, podem vir a ser excelentes.

Fica aí a explicação e dica.

Abraço.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Qual o seu perfil de investimento?

Pessoal, em tempos de estabilização econômica recente, o mercado de capitais brasileiro está bastante aquecido. As pessoas estão aprendendo a poupar, existe crédito em abundância, o pequeno investidor consegue entrar na bolsa sem muitos obstáculos, e os bancos e instituições financeiras criam cada vez mais produtos inovadores para atrair os diversos tipos de investidor.

Falando nisso, qual o seu perfil de investimento?

A minha classificação é um pouco diferente da vista por aí, porém acredito que seja mais completa.

Conservador extremo = Pra esse cara só existe poupança e, no máximo, um CDB. Ele quer ter uma rentabilidade garantida e não quer correr nenhum tipo de risco com a sua aplicação, além do risco da instituição. Em alguns casos, pode até vir a escutar sobre uma operação compromissada, porém na maioria das vezes até isso ele acha complicado.

Conservador = Esse já "topa" falar em fundos Referenciado DI e Renda Fixa (somente às vezes, por causa do risco pré), além de operações compromissadas. Também gosta de CDB, mas aceita olhar algumas outras alternativas de baixo risco para que possa rentabilizar seu $ da melhor maneira.

Moderado Iniciante = Já quer falar em algum risco um pouco mais elevado, tal como um fundo Renda Fixa mais agressivo ou um Multimercado Conservador, além de olhar ainda algumas operações estruturadas, visando sempre um ganho um pouco superior ao benchmark. Já começa a diversificar sua carteira.

Moderado Nato = Esse já entrou na onda do risco. Procura fundos multimercado mais moderados, que tenham renda variável em sua carteira, e que objetivem um ganho moderado acima do benchmark. Além disso, já começa a organizar sua carteira com um mix um pouco maior de aplicações, olhando já algumas ações da bolsa, principalmente Blue Chips.

Agressivo = Procura fundos multimercado mais agressivos, que tenham uma carteira bastante diversificada e com risco alto. Aplica direto na bolsa, não só em blue chips, mas também em small caps. Possui muitas vezes uma carteira bastante diversificada.

Total Return = Esse é o cara do risco. Esse cara entra em aplicações de altíssimo risco, sejam elas de longo prazo ou apenas para efeito de especulação rápida, e procura sempre uma alternativa que lhe proporcione ganhos altíssimos, muitas vezes utilizando-se de mecanismos arriscados.

O importante é ter confiança na instituição financeira que você está utilizando e sempre ficar de olho no mercado. Hoje em dia existem muitas opções e é sempre bom ficar de olho em tudo.

Abraço.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Decisões em boa hora

Pessoal, hoje o Brasil recebeu duas excelentes notícias:

- o seu segundo grau de investimento saiu, desta vez dado pela Fitch, uma das três maiores agências de risco do mundo e,

- o STF manteve a liberação para a pesquisa com Células Tronco Embrionárias.

A primeira decisão traz perspectivas excelentes para o mercado de capitais e investimentos brasileiro, trazendo liquidez e recursos que podem vir a alavancar a economia brasileira.

A segunda traz a esperança de que milhares de pessoas poderão ser beneficiadas pelo avanço da ciência através da pesquisa com células tronco embrionárias, trazendo um alívio para aqueles que sempre lutaram pelo avanço científico em prol da humanidade.

Dá-lhe Brasil. Agora falta votar direito, porque do jeito que está não da mais.

Abraços.

domingo, 25 de maio de 2008

CFA: vale a pena

Pessoal, logo após a minha formatura, fiquei na dúvida sobre o que fazer com relação aos estudos. Não queria parar de estudar e achava que seria muito interessante para minha carreira se eu continuasse no meu ritmo de estudo e fizesse algum outro curso.

Procurei saber sobre diversos MBAs, seja no Brasil ou fora, e percebi que não era hora. Era hora de investir em uma certificação de peso: o CFA.

O CFA é uma certificação internacional para profissionais que trabalham com investimentos, e é realizada em três etapas: Levels I, II e III. Pelo menos dois anos e meio são gastos (melhor, investidos) entre estudos e provas.

Para um profissional da minha área, ser certificado pelo CFA é sinônimo de competência e de, principalmente, muito estudo. O CFA é difícil e longo. Além disso, a matéria é enorme e toma bastante tempo de quem estuda. Mas acredito que o resultado positivo é sempre recompensador.

Apesar de ser uma prova cara, pois os livros oficiais (únicos) são caros, o CFA torna-se uma excelente oportunidade de continuar os estudos. Vou cursar o Level I em dezembro, e estou começando com minha rotina de estudos. São seis livros enormes, todos em Inglês, mas que tenho certeza que me trarão conhecimentos importantíssimos para minha área.

Enfim, caso alguém esteja interessado em organizar um grupo de estudos no Rio, me avise.

Segue o site do CFA: http://www.cfainstitute.org

Um grande abraço, Pedro

sábado, 24 de maio de 2008

Mercado Financeiro: É difícil entrar como estagiário?

Pessoal, tenho encontrado muitos estudantes que, quando sabem que eu trabalho em uma Asset, sempre me perguntam a mesma coisa: "Como faço para conseguir um estágio no Mercado Financeiro?"

Percebi que além dos bicões - aqueles que querem desesperadamente que você arranje um estágio para eles - existem aqueles que precisam de alguma ajuda com relação a isso. Resolvi escrever este tópico justamente para poder publicar o que eu acho importante ter em um currículo de um estudante que quer seguir em uma instituição financeira.

Primeiramente, acredito que cursos na área são sempre um bom investimento. Andima, FGV e outras instituições possuem um programa vasto de cursos, muitas vezes de curta duração, que são de extrema valia para quem quer seguir na área financeira.
Eu fiz isso. Fiz alguns cursos antes de conseguir o meu estágio há alguns anos atrás.

Além disso, acho importantíssimo que o estudante tenha responsabilidade e entre para o estágio absolutamente preparado para trabalhar. Ralar mesmo. O interesse, a objetividade, iniciativa, comprometimento, trabalho em equipe, e muitas vezes orientação ao cliente, são características importantíssimas que um estagiário precisa demonstrar. Obviamente, algumas delas podem ser aperfeiçoadas ao longo do tempo, mas é absolutamente indispensável que se tenha força de vontade e perseverança para continuar.

As instituições financeiras possuem excelentes programas de estágio e trainee, e estão sempre interessadas em novos talentos.

Não, você não precisa ser um crânio em matemática, porém bons conhecimentos na matéria são sempre bem utilizados no trabalho. Saber utilizar os programas do Pacote Office é indispensável, principalmente o Excel.

Acredito que uma das coisas mais importantes seja montar seu currículo corretamente. Coisas como colocar em idiomas "Português Avançado" e descrever alguns "Hobbies" desnecessários muitas vezes são elementos enfraquecedores. É importante focar sempre na área e deixar bem claro o interesse pelo mercado financeiro.

Mande o currículo para as instituições com as quais você se identifique. Leia sobre as mesmas e escolha. Isso será de extrema valia.

Qualquer coisa, estou disponível via email.

Um abraço e boa sorte.